quarta-feira, 8 de abril de 2009


Confesso que hesitei um pouco antes de dedicar algum do meu espaço e tempo a essa extraordinária personagem que dá pela graça de Isaltino Morais. Mas após ler algumas notícias que foram publicadas no “Público” relativamente á sua audiência, mudei de ideias. Até porque se parece não haver dúvidas que ele está a gozar com o tribunal, também é justo nos possamos divertir ... Até porque ...

… O Isaltino é mesmo um ponto …!


Isaltino assegura que não declarou conta na Suíça por “inconsciência” (Tadinho, tão inocente …!)

O autarca Isaltino Morais admitiu hoje que foi de "forma inconsciente" que não declarou uma conta bancária da Suíça ao fisco e ao Tribunal Constitucional e sustentou que algumas testemunhas do processo foram "ameaçadas para mentir".

"Não tive consciência de que havia um problema fiscal, nunca me passou pela cabeça", disse o presidente da Câmara de Oeiras durante a manhã, na quarta sessão do julgamento do processo em que é acusado de um total de sete crimes de participação económica em negócio, corrupção para acto ilícito, branqueamento de capitais, abuso de poder e fraude fiscal. (para quem não saiba, Isaltino Morais foi magistrado do Ministério Público durante vários anos, estando agora aposentado … Deve ser por estar aposentado que ficou mais esquecido)

Isaltino Morais admitiu ter fugido ao fisco na compra de uma casa e duas garagens no concelho, na década de 1990 - declarando 32.600 contos mas pagando, posteriormente, mais 11.500 contos - e alegou que qualquer cidadão com mais de 50 anos recorria a este tipo de prática na altura. (e com menos de 50, e com mais de 65 … Não há nada como tentar …)

Isaltino Morais referiu que já pagou, entretanto, os respectivos impostos e que a situação está regularizada, mas sublinhou que na década de 1980, período em que se tornou presidente, a declaração apresentada por um político ao Tribunal Constitucional "nunca era levada a sério por ninguém" e "não valia nada". (ainda hoje pelos vistos não é muito levada a sério … pelo Isaltino!)

Confrontado com uma das declarações que entregou àquela instituição, o arguido admitiu que o conteúdo "não correspondia minimamente" ao seu património, até porque "nessa altura era assim", e acusou o próprio Ministério Público de nunca fiscalizar as declarações. (o que não deixa de ser bonito de ser dito por alguém que ainda tem um cargo público – Presidente da Câmara de Oeiras – foi Ministro, e delegado do MP)


Casa em Oeiras

Referindo-se à fuga ao fisco cometida, e já admitida em tribunal, na compra de uma casa no concelho de Oeiras - pela qual admitiu ter feito um pagamento de 11.500 contos (57.500 euros) ao vendedor, não contemplado na escritura -, Isaltino Morais voltou a apontar a frequência com que este tipo de situação acontecia: "Falam na fuga ao fisco, mas a maior não era para pagar a SISA. Acham que os construtores queriam era que os clientes poupassem? Se o valor de uma casa fosse escriturado em valor real, o IRC era muito maior". (Isto não é fuga ao fisco, é outra coisa, só que não me estou agora a lembrar o quê …)

Quanto ao facto de ter depositado na Suíça mais de 1,321 milhões de euros entre 1993 e 2002 - período em que auferiu, enquanto presidente da Câmara e ministro do Ambiente, cerca de 351 mil euros - o arguido voltou a negar a origem ilícita das verbas, tal como aponta a acusação. "Então e os salários da minha mulher, as vendas de património? Mas que raio de investigação é esta?" - questionou, explicando que entre o dinheiro angariado em campanhas eleitorais anteriores a 2005, cujas sobras também depositou na Suíça, contavam-se, por exemplo, ofertas monetárias de 50 euros de cantoneiros do município. "Dá-me dinheiro quem quer, quem acredita em mim", acrescentou.(ou seja, ia recolhendo donativos de 50€ - 10.000$00 – pelos cantoneiros – os varredores – da Câmara onde ele por acaso era o Presidente. Aliás é absolutamente normal os cantoneiros financiarem directamente o Presidente da Camara… Era para o ajudar a pagar os charutos …)

Isaltino negou também ter aproveitado as contas da ex-secretária e de um sobrinho que morava na Suíça para ocultar quantias e explicou que, por volta de 1999, foi a sua irmã e esse sobrinho que inseriram dinheiro na sua conta (respectivamente 270 a 300 mil euros e 220 mil euros), "face às rentabilidades" da mesma. (Lá rentáveis parecem ser …)

Perante a dúvida do procurador Luís Eloy sobre a possibilidade de o sobrinho, taxista de profissão, possuir elevadas verbas, Isaltino mostrou-se indignado: "Mas os imigrantes que vão para a Suíça enriquecem todos menos o meu sobrinho? A mulher dele, por exemplo, ganha cinco mil euros como cabeleireira". (como qualquer pessoa sabe, um ordenado mensal de 5.000€, ainda por cima na na Suiça, dá perfeitamente para enriquecer. Aliás todos os emigrantes enriquecem… )

A sessão, que decorre durante a tarde com a audição de testemunhas, ficou ainda marcada pela afirmação, por parte do arguido, de que os detentores das contas onde, segundo a acusação, Isaltino Morais depositou dinheiro de origem ilícita, sofreram ameaças. "Todas estas pessoas foram ameaçadas de prisão para que mentissem", disse. Uma delas será a ex-secretária e ex-chefe de gabinete do presidente municipal, Paula Nunes, que constitui a principal testemunha do processo e será ouvida na sexta-feira.(normalmente a ameaça de prisão resulta para evitar que as testemunhas mintam … Isto até se costumava chamar de crime de perjurio)


E continua o Isaltino em grande forma:

Isaltino admite fuga ao fisco

Segundo a acusação, o presidente da Câmara de Oeiras auferiu 351.139 euros nessa função entre 1993 e 2002, enquanto o valor depositado por si ou a seu mando em contas na Suíça - inclusive nas de amigos e familiares - ascendeu a 1,32 milhões de euros. (o que é perfeitamente normal, pois qualquer pessoa consegue depositar mais 4 vezes aquilo que recebe no mesmo período….é o chamado milagre da multiplicação. )

O Ministério Público refere que o montante médio dos depósitos efectuados entre 1990 e 2003 era de 300 mil escudos (1.500 euros) para «não levantar suspeitas», já que as verbas provinham de favores de carácter imobiliário e actos contrários ao seu cargo. (coitado, deve ter ido poucas vezes ao banco fazer o seu depositozito de 1500€, até totalizar 1,32 Milhões, deve …)

Isaltino Morais confirmou que entregou ao Estado o montante excedente da campanha para as autárquicas de 2005 por ser «obrigado», mas admitiu que as sobras das campanhas feitas até 2001 ficaram em seu poder porque não havia então qualquer impedimento na lei e porque não conhece «ninguém que as tenha devolvido». (Quando se fala em sobras, estamos a falar de 400.000€!!! Ou seja, dito de forma mais directa, andou também a ficar com o dinheiro do partido… Razão tinha o ganda noia!)

«Se não fui dar as sobras foi porque nunca me passou pela cabeça, não fazia sentido declará-las em termos fiscais até porque era para actividades políticas, era a prática comum em todos os partidos, em todos os concelhos», (as tais sobras que somadas ajudaram a chegar a 1,32M), admitindo não ter declarado também verbas de excedentes de imóveis que vendeu. (foi um lapso de momento …)

O arguido negou que as contas bancárias em nome da sua ex-secretária e ex-chefe de gabinete Paula Nunes e do arguido e seu amigo Fernando Trigo eram na verdade suas, recusando também qualquer movimentação nas contas da livraria Obras Completas, criada a partir de uma sociedade que Isaltino constituiu com dois assessores jurídicos e que, segundo a Acusação, era usada para desviar montantes de origem ilícita. (toda a gente reconhece aliás a grande produção literária que tem vindo a lume pela mão dessa famosa livraria …)

80 mil contos em casa

O autarca reconheceu que um dos depósitos que efectuou na Suíça correspondia a uma «grande concentração» de dinheiro, que justificou com o facto de guardar elevados montantes em casa - que chegaram a ascender a 80 mil contos (400 mil euros), guardados numa pasta - e com a necessidade de converter as verbas em euros, uma vez que se aproximava a entrada em vigor da moeda única. (pois, a culpa foi do Euro …)

Isaltino Morais assegurou que o seu «problema não foi não querer pagar impostos» e que guardou dinheiro em casa porque era dado a «título pessoal». (Devia ser para ficar mais quentinho ...Aquilo é que era um colchão … )

Como exemplo, apontou uma verba de 150 mil euros entregue por um tio da sua ex-mulher, pedindo-lhe que guardasse segredo, já que os outros sobrinhos «podiam não gostar». (ó tio, não há problema, vai também para o colchão que é seguro…)

Fazendo «um esforço desesperado (coitado …) para tentar encontrar papéis» demonstrativos de que possuía património suficiente para ter determinadas verbas em seu nome, Isaltino disse ter documentos comprovativos de que adquiriu, por exemplo, duas casas e um carro antes de ser presidente camarário (e tudo com o vencimento, primeiro de delegado do MP ,e depois como funcionário do INE – isso é que é poupar!) e revelou ter recebido heranças de familiares seus e da sua primeira mulher, tendo vendido algum desse património. (nem sei como não se lembrou de dizer que também tinha ganho o totobola …)

Além disso, acrescentou, não foram suficientemente investigados os investimentos que fez na Bolsa e das quais obteve rendimentos. (por tudo o que foi dito antes,se calhar é melhor não …)

De acordo com o arguido, a «única verdade» constante da Acusação é que um sobrinho seu, morador na Suíça, «gastou mais dinheiro do que devia» de uma conta que continha dinheiro da sua irmã, Floripes Morais de Almeida (também arguida), que, por sua vez, tinha já transferido esse dinheiro a partir de uma conta de Isaltino. (afinal a culpa era do sobrinho …)

Isaltino Morais foi também questionado sobre a compra de um carro da marca Audi, que explicou ter comprado por 35 mil euros em numerário e vendido depois por 60 mil, ao ver que não se adaptava ao modelo. Acusado de tentar ocultar a viatura, o arguido sublinhou que o documento que recebeu quando a comprou não tinha o seu nome, pelo que foi registá-la mais tarde, para efectivar a venda a outra pessoa. (Qual é a dúvida? Qualquer pessoa sabe que um carro em segunda mão valoriza mais de 100% …)

A única justificação que se escusou a prestar foi sobre a proveniência dos 35 mil euros em "dinheiro vivo" que pagou pelo carro. (e porque não tentar: “São rosas, Senhor?”)

Autarca nunca teve conhecimento de terreno em cabo Verde

Durante o depoimento de hoje, Isaltino Afonso Morais, magistrado do Ministério Público aposentado, negou ainda, entre outras acusações, ter aproveitado as suas funções no executivo de Oeiras para receber gratuitamente um terreno no município de São Vicente, em Cabo Verde, com que Oeiras mantém um acordo de geminação que inclui apoios sociais.

"Nunca vi a proposta de Câmara [de São Vicente] que deliberou ceder-me o terreno, só tive conhecimento pela comunicação social. Assinei a escritura em 2000 sem ler, mas nunca me passou pela cabeça fazer casa ou, directa ou indirectamente, dizer às autoridades 'vejam lá, quero que me dêem uma casa'", explicou, garantindo que nunca quis construir casa no local (aliás toda a gente sabe que qualquer pessoa pode receber um terreno gratuito numa das melhores zonas de Cabo Verde, ao pé do mar: Nem é preciso pedir. Eles dão-na de qualquer forma … ah, é verdade, só é pena aquele pequeno pormenor da escritura … mas não há problema: qualquer pessoa, e sobretudo um jurista, assina uma escritura sem ler, afinal é como assinar outra coisa qualquer)

Isaltino, a sua vida dava um filme indiano!!!!!!!!!

domingo, 29 de março de 2009

Para reflectir ...

E VOCÊ ANUNCIAVA AOS NAZIS O DIA D?

por Ferreira Fernandes in Diário de Notícias, 22 Fevereiro 2009


O jornal inglês The Times, na quarta-feira, tinha uma manchete sobre a guerra nas fronteiras entre o Afeganistão e o Paquistão que era uma cacha: "Base Secreta para Predators." Seguiam-se duas páginas provando que o isolado aeroporto de Shamsi, no Paquistão, serve de base para os drones, aqueles aviões americanos sem piloto. De reconhecimento mas também lançando mísseis, os drones Predators têm feito razias entre os talibãs, seja em território afegão, seja nas províncias fronteiriças paquistanesas.

Tanto o ex-presidente Pervez Musharraf como o actual, Asif Ali Zardari, têm preferido que a aliança com os americanos não seja muito visível num país de 97% de muçulmanos e pasto do radicalismo religioso. Logo, o artigo do Times foi negado pelo ministro da Defesa paquistanês. Em artigo de opinião junto à reportagem, o jornal assinalava o "duplo jogo" de Zardari. Por um lado, pressionado pelas forças dos talibãs, o Presidente paquistanês aceita que nas províncias do Noroeste, no Vale de Swat, seja implantada a lei da sharia, a forma mais violenta de fascismo muçulmano (por exemplo, as raparigas são impedidas de frequentar a escola). Por outro, Zardari aceita que um aeroporto paquistanês seja usado pelos "drones" americanos para operações militares em território paquistanês.

Ora esta ambiguidade do Governo paquistanês verifica-se também no próprio The Times. Na capa e nas páginas 6 e 7 (e no dia seguinte volta à carga com mais provas), o jornal denuncia o uso do aeroporto de Shamsi pelos drones. E, na página 2, em editorial, o jornal louva o pragmatismo do Presidente Zardari por deixar os americanos utilizar os drones no seu território. Estes ataques, diz jornal, "têm atacado casas onde os líderes da Al-Qaeda se encontram, têm morto vários comandantes e fazem pressão para que eles abandonem as zonas tribais que os protegem." O editorial acaba assim: "O extremismo deve ser derrotado, pelos drones, pelo Exército [paquistanês] e pela lei."

O jornal, no editorial, escolhe um lado - legítimo, porque contra o terrorismo (contra o qual, aliás, jovens ingleses combatem na região). Mas, mais do que o editorial, será a reportagem, também do Times, que será lida no Paquistão. E essa não ajudará o combate dos drones contra o terrorismo. Os radicais islâmicos servir-se--ão da reportagem para fragilizar quem no Paquistão combate os terroristas.

Dir-se-á: mas o sacrossanto direito à informação, um dos pilares da democracia, foi cumprido. E, sobre isso, eu pergunto: um repórter que vai numa acção militar secreta e perigosa, se a sabe de antemão, anuncia-a para quem a possa atacar? Pois é, quem tem cu sabe as limitações dos sacrossantos direitos

quinta-feira, 26 de março de 2009

Hoje até eu me vejo obrigado a reconhecer que o Sporting é realmente um clube de incompreendidos …

Esta notícia esteve em destaque na versão online do Diário Económico durante quase todo o dia de hoje (á hora em que escrevo já foi finalmente retirada), com direito a fotografia do jogador e tudo, mas … será que ainda ninguém se deu ao trabalho de explicar lá na redacção do DE que as notícias do Inimigo Público são só a fingir …?

Inimigo Público: Passe de Miguel Veloso considerado “activo tóxico” pelo BES

Na edição de hoje, o Inimigo Público diz que segundo o Semanário Económico e a mulher do Anderson Polga, o Sporting tem os passes de todos os jogadores entregues ao BES, que os poderá penhorar se o Sporting não pagar a sua dívida.O suplemento do jornal "Público" diz ainda que "o passe de jogadores conflituosos e insubordinados como Miguel Veloso e Vukcevic não podem ser detidos pelo BES, porque são mais tóxicos que a água da rede pública em Chernobyl e podem impedir o eventual acesso do BES ao aval do Estado".Segundo o jornal, "o passe de Veloso pertencia a Bernard Madoff, que, durante anos, convenceu todos os incautos que o jogador valia tanto como um Lampard, quando na realidade vale tanto como um Laborinho Lúcio para o PS".

Regra geral sou bastante crítico sobre a qualidade (ou falta dela) da novel vaga de jornalistas portugueses. Acho que basicamente são ignorantes, não tem espírito crítico, nem capacidade de análise nem de investigação, são sensacionalistas e servem apenas para transmitir recados (embora reconheça igualmente que possa haver excepções).

No entanto também por vezes dou por mim a pensar se não estarei a exagerar nas minhas apreciações, se não estarei a ser injusto na generalização... Mas então surgem situações como esta que mostram á evidência que a minha apreciação quanto muito apenas peca por defeito ...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Este é o maior problema da Democracia: qualquer imbecil acha que tem o direito a dizer todas as enormidades que lhe passam pela cabeça ...

Por isso, e parafraseando o Rei Juan Carlos de Espanha, apenas resta dizer a esta criatura: "¿Por qué no te callas?

Le Pen reafirma que Holocausto Nazi é um "detalhe"

Jean-Marie Le Pen, líder da extrema-direita francesa disse, esta quarta-feira, no Parlamento Europeu, que o Holocausto Nazi é um "detalhe" da II Guerra Mundial.

Segundo noticia a AFP, o líder da extrema-direita considerou "que as câmaras de gás foram um detalhe da história da II Guerra Mundial".

As declarações surgem depois de socialistas e Verdes decidirem tornar público que querem alterar o regulamento interno, de forma a impedir que Le Pen presida à próxima sessão inaugural do parlamento europeu, em virtude de ser o mais velho parlamentar em funções.

No entanto, Le Pen comentou ainda que está a ser vítima de "acusações difamatórias" feitas por Martin Schulz, presidente dos socialistas europeus, que o apelidou de ser um "velho fascista" e "negacionista do Holocausto".

Recorde-se que não é a primeira vez que Le Pen coloca em causa o Holocausto Nazi. O líder da Frente Nacional já foi condenado pela lei francesa ao pagamento de uma multa de 183 mil euros.
A crise que se vive actualmente tem conduzido muitos países ao lento despertar para uma dura realidade. A Grécia não é excepção, e os acontecimentos dos últimos meses estão a conduzir a um debate sobre questões que até aqui eram dadas como indiscutíveis.
A título de exemplo fica aqui o editorial publicado na edição de 23.03.2009 do Athens Plus, um dos jornais gregos editados em lingua inglesa.

COMING BACK TO EARTH

For at least a generation, Greece has operated as if the laws of economics do not apply – not the criminally complicated, mad laws, which turned out not to apply anywhere across the global economy, but the simple, good housekeeping rules, such as living within your budget. Greeks, as individuals, were not the biggest borrowers, having got into the game late and only after entry into the eurozone made loans affordable. The problem was elsewhere: in a naive, stupid or convenient inability to understand that when we demanded things of the state someone would have to pay – and that that someone would, someday, turn out to be us. This ignorance was evident in polls, where we would see society overwhelmingly in favor of the demands and protests of specific groups (whether farmers or civil servants), when they confronted the state. Deficits went wild as governments caved in to everyone’s demands. The government’s decision to levy a one-off tax on high earners and to freeze civil servants’ salaries if these are over 1,700 euros per month, is the first sign that reality is catching up with us. Society will now feel the pain caused by our overspending as a nation. And yet the total amount expected to enter state coffers is a little less than 500 million euros – less than the amount promised to farmers a few weeks ago to get them off the roads and allow the country to function again. Perhaps the next time a group goes on the warpath, the rest of society will consider what it will cost each citizen to placate them. In that case, the government will have to weigh the cost of angering the rest of society and not just look for ways to appease the protesters so as to buy their votes. However, even as society begins to realize that for every action there is an equal and opposite reaction, various groups are still behaving as if their acts can be tolerated forever, no matter how much damage they may cause the rest of society or the economy. Banks are still depriving small and medium-sized businesses of loans, despite a 28-billion-euro rescue package; hooded youths still rampage through Athens’s center in narcissistic hysteria; Culture Ministry employees repeatedly block visitors from the Acropolis and other sites and museums. Everyone acts as if the damage they cause is not their concern: Someone else will foot the bill. Banks are banks: They will try to get away with anything that furthers their own interests. Anarchists’ raison d’etre is mayhem. But how can Culture Ministry employees and their bosses – the politicians who work out their pay and work regime – believe that their interests are served by damaging the country’s tourism industry? Whether the employees are right or not and never mind the fact that solving their problem will cost a mere 10 million euros or so, the standoff with the government is likely to cost Greece a lot more. If we consider that tourism, which brought 11.3 billion euros into the country in 2007, could drop by between 10 and 30 percent this year because of the global economic crisis, we can make a safe bet that the danger of finding important sites closed will push many people to visit other countries instead. A 10-million-euro dispute could thereby turn into a billion-euro loss. Perhaps the only way that protesters, the government and society as a whole can find a healthy balance is if we stop believing that our demands will by taken care of by divine providence – i.e. the state or the EU or both. If every demand were met by an additional tax levied on the rest of us, maybe the government, the political parties and the population would be moderate in our demands and thrifty in our spending so that we could emerge from the crisis stronger than we entered it.

terça-feira, 24 de março de 2009

Ainda sobre a Taça Carlsberg
Já tinha decidido não voltar ao tema da Taça Carlsberg, pois enquanto competição está terminada. O que interessa agora é o campeonato. No entanto confesso que começa a ser penoso (pelo menos para mim) assistir ao arraial que o Sporting continua a fazer relativamente á final de sábado passado.

Os dirigentes do Sporting resolveram adoptar uma estratégia choramingas de vitimização, como forma de fazer esquecer mais uma época perdida (é já evidente para todos que dada a tendência natural que o Sporting tem para “morrer na praia”, nem o segundo lugar no campeonato vai conseguir).

Mas começa já a ser demais que a estratégia passe por fulanizar em Lucílio Baptista todas a frustrações da época. Sejamos claros: enquanto benfiquista, não tenho simpatia nenhuma por Lucílio Baptista que já por várias vezes prejudicou o Benfica. No entanto reconheço-lhe a coragem e a frontalidade de vir a público assumir o seu erro. Pode-se dizer que não serve para nada. Talvez não. Mas num país em que a culpa morre sempre solteira, e em que sempre que são beneficiados pelos árbitros (por acção ou omissão), os treinadores, os jogadores e os dirigentes dos vários clubes (e nisso o Sporting bate todos) vem sempre dizer que nunca viram nada, que estavam a olhar para o lado, etc, haver alguém que assume publicamente o seu erro já é bastante.

Vir como agora vem Soares Franco, dizer que espera que Lucílio Baptista acabe a sua carreira por causa disso, só não é mais ridículo, porque é lamentável. Vir, como agora vem o Sporting dizer que perdeu a Taça por causa do penalty revela bem a fragilidade em que se encontram os dirigentes e técnicos responsáveis do clube face aos seus adeptos. É preciso colocar as coisas na sua devida proporção e assumir que não foi por isso que o SCP perdeu a Taça. O Sporting perdeu porque falhou 3 dos 5 penalties. O Sporting perdeu, porque a sua equipa mais uma vez falhou num momento decisivo. O Sporting perdeu porque não foi capaz de vencer. Isso é que o fez sair derrotado da competição. Mais nada.

É natural que os dirigentes do Sporting queiram agora arranjar um bode expiatório para fazer esquecer a vergonhosa prestação da equipa nos oitavos-de-final da Champions (vergonhosa para o Clube e para o país). Mas daí a querer desviar as atenções para o elo mais fraco da cadeia é demais. E isto mostra bem o tipo de dirigentes que o Sporting tem actualmente. Vir dizer, como veio Paulo Bento logo no Sábado, e ontem novamente Soares Franco “pelo menos deixem-nos ficar no segundo lugar” revela uma inadmissível pressão sobre a arbitragem até ao final do campeonato, e mostra bem quais são na realidade as verdadeiras intenções por detrás deste circo que se instalou na praça pública.

É por essas e por outras que não obstante aquilo que se pense sobre ele, Jorge Nuno Pinto da Costa é um adversário de respeito, e é por isso que qualquer adepto de futebol gostaria de o ver na Presidência do seu clube. Diga-se o que se disser do homem, nunca se verá, pelo menos enquanto ele estiver na Presidência do clube, o Porto vir chorar para a praça pública. O Porto luta até ao fim.

É essa a diferença entre os clubes que são grandes, e aqueles que acham que o são.

PS: Em tempo:

Notícia publicada hoje na edição electrónica do”Público”:

“Árbitro da final da Taça da Liga desmarca entrevista na televisão
Lucílio Baptista não esteve na TVI24 para a entrevista que estava programada para as 22 horas de terça-feira devido a ter recebido no seu local de trabalho ameaças à sua integridade física. O juiz setubalense justificou a ausência na televisão considerando não ter condições para continuar a expor-se publicamente.”

Na sequência dessa notícia foram imediatamente colocados no site do jornal algumas dezenas de comentários como habitualmente altamente inflamados e cheios de ódio, de adeptos do SCP, FCP e SLB, todos engalfinhados uns com os outros.

Os dois comentários mais inteligentes que apareceram foram, na minha opinião os seguintes:

Anónimo:
"Por aqui se vê o nível do povo português. O país de tanga, e estes gajos preocupados com a porcaria de um jogo de futebol. Temos aquilo que merecemos, com esta gente seremos SEMPRE os últimos da Europa."

Maria Sampaio, Cascais
"O Mundo á beira do colapso, pessoas com fome, milhões de pessoas em risco de perder a sua sobrevivência e neste País de "anões" discute-se o quê? Apenas e somente futebol. Já enjoa tanto fanatismo. O árbitro errou, só quem não faz nada não erra, teve a coragem de o admitir e agora é ameaçado. Neste País de cobardes mais valia ficar calado. "

Acho que ambos estão absolutamente certos. Por isso hoje foi a última vez que escrevi sobre os acontecimentos de Sábado.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Um paraíso na Terra


No princípio de Abril eu e a Mafalda fazemos anos de casados. Por isso resolvi fazer-lhe uma surpresa e vamos passar um fim-de-semana diferente. Sem crianças, sem preocupações, apenas para aproveitar o mais que pudermos daquele que dizem ser um dos locais mais bonitos de toda a Grécia: A Ilha de Santorini.
Esperemos que o tempo esteja de acordo com tão nobres intenções ...